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Bahia integra Câmara Nacional da Citricultura

Publicada em 16/02/2012 às 11:29    |   0 Comentários
A Bahia ganhou um assento permanente na Câmara Nacional de Citricultura (CNC), passando a ser parte integrante dos fóruns de discussão do setor. Na sua primeira participação no Grupo de Trabalho Frutas de Mesa, a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), órgão vinculado à Secretaria da Agricultura, apresentou um panorama da citricultura, cujos maiores polos produtores encontram-se na Chapada Diamantina e na região Oeste. Dados da Adab apontam que cerca de 70% da laranja produzida é encaminhada para a produção de suco concentrado. O Estado também possui uma forte vocação para a produção de frutos para o consumo in natura.

Segundo lugar na produção de citros do País, a Bahia éresponsável pela geração de renda para 260 mil pessoas em monocultivos, ou consorciadas com fruteiras, em grandes ou pequenas propriedades, sob complexos modelos de irrigação ou áreas de sequeiro. “Ao integrar a CNC, a Bahia e os produtores demonstram não só a força desse segmento, como também o compromisso de todos os elos dessa cadeia para a melhoria da atividade. A participação ativa e agora permanente da Seagri pode proporcionar novos horizontes para a citricultura em nosso Estado”, destaca o secretário da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles.

Segundo o diretor-geral da Adab, Paulo Emílio Torres, a citricultura é uma atividade de importância social. "Por isso, todos os esforços são voltados para garantir a fitossanidade da fruta, a modernização do setor e as condições para comercialização da produção", destaca. A comercialização de frutas frescas também integrou a pauta do encontro. Diante do volume de negócios gerados e da importância social da cultura, os participantes da reunião avaliaram as possibilidades para investimentos e modernização de packing houses, inserção da cadeia de frio na fase de pós-colheita como estratégia de competitividade e a melhoria da qualidade da mão de obra.

"O segmento de exportação de frutas de mesa produzidas na Bahia poderá ser de muita valia para a agricultura familiar, tendo em vista que 80% da área cultivada está em módulos rurais de tamanho inferior a dez hectares, e sua produção, ainda que em pequena escala, poderia atrair preços competitivos, o que compensaria o volume produzido", avalia o diretor de defesa vegetal da Adab, Armando Sá.

As informações são do jornal Tribuna da Bahia